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sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

Santa Sara Kali - Acróstico




Sigo a tua luz Santa Sara Kali
Abençoa o voo ágil do colibri
Na trilha eu rezo em teu louvor
Tua face é a imagem do amor
Abranda e dissolve o temor

Sol e lua no céu do Povo Cigano
A retidão tu dás para o desengano
Recurso tu és para os que choram
A paz surge para os que te adoram!

quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

O mundo do poeta


Acróstico
 
O dia anuncia algum imprevisto
Mas não se prenda com isto!
Uma nova trova há de surgir
Novas desculpas para sorrir
Do nada eclode um tesouro
O destino se veste de ouro

Do mar ele pesca as flores
O arco-íris tem mil cores

Poetizar é conceber em festa
O mundo inusitado é do poeta
Elo com a realidade e a fantasia
Tem ensejo para a dor e a alegria
A
palavra é a trama que faz a magia!

Janete Sales Dany 

Todos os direitos reservados


  Licença Creative Commons
O trabalho O mundo do poeta de Janete Sales Dany está licenciado com uma Licença Creative Commons - Atribuição-NãoComercial-SemDerivações 4.0 Internacional.

terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

Nunca me fez mal não fazer o mal!



Nunca me fez mal sorrir
para quem me brinda 
com um sorriso
Às vezes sorrio 
para alguém
e não obtenho 
este sorriso de volta
Nunca me fez mal 
dizer obrigado
para as pessoas 
que me fazem o bem...
Ás vezes eu faço algo 
de bom para alguém
e este alguém 
não me oferece
ao menos um sorriso 
de gratidão!

Ah, nunca me fez mal 
não fazer o mal;
não magoar, 
mesmo sendo magoada...
Nunca me fez mal 
perceber que o amor
que eu dou ao mundo 
às vezes não me retorna
Pode até cair à lágrima 
do descontentamento,
mas prefiro amar 
e não ser amada,
do que nunca 
ter amado
e ter um frio eterno 
dentro de mim!

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

A fortaleza de um amor verdadeiro


Rui trabalhava de pedreiro numa empreitada
Por enquanto, solteiro, mas queria uma namorada
O que ganhava era pouco e era o que atrapalhava
De dia uma luta sem trégua e à noite ele desmaiava

Certa vez, o olhar de Rui se deparou com o olhar de Lia
Ali surgia uma história de amor verdadeiro e de ousadia
Mesmo sem dinheiro eles se casaram da noite para o dia
E prometeram fazer a casa do sonho para firmar a alegria!

Ela trabalhava de lavadeira e ele continuava como pedreiro
E num esforço fora do comum conseguiram guardar o dinheiro
Rui começou a levantar os tijolos do seu sonho encantado
E Lia estava radiante e oferecia café para o eterno namorado

Os olhos dos dois brilhavam para cada pedacinho da casa que surgia
Juravam um ao outro que teriam vários filhos; outro sonho de Rui e Lia!
Almejavam o belo dia em que naquele pedaço de chão estariam vivendo
Lia olhava o jardim da casa e sorria, pois as flores estavam nascendo

A casa ficou pronta em dois anos 
e eles passaram a dormir dentro do sonho
E não demorou e eles ganharam o primeiro filho; 
bonito, sadio e muito risonho
Lia trazia o bebê quando ia trabalhar na casa da patroa,
 e danificava a mão na quiboa
As mãos calejadas de Rui mostravam a árdua labuta; 
ele continuava na mesma luta!


Certo dia os dois fizeram o que sempre faziam,
 foram trabalhar logo depois do café
Mas antes, a oração, o carinho e o beijo;
 aquela doce família vivia do amor e da fé
Era março e todos os dias as nuvens pesadas 
traziam chuvas intensas e enxurradas
Naquela tarde ocorreu uma tempestade,
 tão violenta que destruiu a linda morada!

Quando voltaram do trabalho,
Lia e Rui assistiram a cena mais difícil de suas vidas
O sonho dos dois estava no chão 
e no jardim não restou sequer uma margarida
As lágrimas desciam sem nenhuma compaixão;
era muita amargura para o coração
O silencio só era cortado pelos pingos da chuva 
e pelo grito sem fim da decepção

Rui olhou para os olhos tristes da amada 
e com muita força segurou uma das mãos
E prometeu que ainda não era o final daquele afeto,
pois só a casa veio ao chão!
O vento derrubou todo o sonho, levou o teto, 
e no jardim não deixou nenhuma flor
Mas a chuva não arruinou o crucial, 
se chovesse mil anos não destruiria aquele amor!

Janete Sales Dany

Todos os direitos reservados


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domingo, 16 de fevereiro de 2014

É assim que eu te amo!


Eu te amo

Não pela roupa que você veste

E sim pelo olhar amigo

Não pelo dinheiro que há na sua conta

E sim pelo amor que há no seu íntimo

Não pela sua aparência

E sim pela vida eterna que Deus lhe deu

Não pelos seus costumes

E sim pelo respeito que você tem para com o seu semelhante

O meu amor ama os sentimentos que vibram dentro de você

Eu te amo quando sorri, quando chora, quando ama;

amo a essência que existe no seu interior!

Um dia as mãos do tempo irão devastar o seu corpo físico,...

E o meu amor que nunca esteve apegado a sua aparência,

 te amará para sempre!

Pois, prezou algo em você que nunca irá morrer...

A sua alma!

Janete Sales Dany
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sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

O que a vida me ensinou



Aprendi a cair

Aprendi a chorar

Aprendi a perder

Aprendi a esquecer

Aprendi a morrer



O mais importante não deixou de acontecer:



Aprendi a renascer

Aprendi a ser forte

Aprendi a viver

Janete Sales Dany
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terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

"A humildade gosta de olhar nos olhos" By Janete Sales Dany




Quando não existe humildade nas atitudes, 
parece que se está por cima de tudo!
Porém é só aparência, 
até a folha mais alta de uma árvore um dia cai 
e se submete ao adubo!
Até o sol tem que se ocultar do nosso céu à noite, 
para ceder o espaço ao brilho da lua e das estrelas
Até a flor mais bela, pode sofrer transformações 
quando cai uma chuva de granizo.
Pois, as lindas pétalas caem 
e formam um tapete para as pessoas pisarem!


Tolo é aquele que faz um pedestal para si mesmo!
Um dia, o universo pode nos conceder 
o terremoto das transformações,
e quem está em cima 
é o primeiro a cair e perecer!
Portanto, se você estiver acima de alguém, 
estenda as mãos, numa conduta que está a dizer:
-Venha, seja o meu aliado;
eu quero dividir contigo a minha alegria!
A humildade gosta de olhar nos olhos 
e nunca se regozija ao ver
as pessoas abaixo de seus pés!

Janete Sales Dany
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Esta e outras Poesias, Sonetos, Rondel, Indriso, Acrostico, Reflexão,
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sábado, 8 de fevereiro de 2014

O homem que temia ser julgado





Existia um homem que morria de medo de ser julgado

Então queria escolher a dedo,
 todos os amigos que deveriam andar com ele

Um amigo era obrigado a ter costumes parecidos com o dele

Um amigo teria que seguir a religião que ele seguia

Um amigo teria que ter atitudes iguais a ele diante da vida

Um amigo deveria usar trajes semelhantes ao que ele usava

Um amigo nunca deveria questionar sobre o que ele falava

Ele queria a perfeição; pois se achava a perfeição!

Imaginem o que aconteceu?
Hoje este homem caminha sozinho...


Janete Sales Dany
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