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sexta-feira, 26 de maio de 2017

SONETO FÊNIX - ALEXANDRINO

Nasci com a alma solta, e fugaz como o vento
Não sonho á noite, eu rezo; e vivo a claridade...
Investigue meu ser, é puro sentimento
Tenho um coração terno e imerso na saudade
Tomo um banho de luz, fujo do mar sangrento
Dói lá dentro meu Deus, esqueço a realidade...
Voo num céu de invenção, só meu neste momento...
Não durmo á noite, eu rezo; e encaro a tempestade
Calo um grito noturno e afogo na quimera
O segredo se estende e está no coração
E de manhã ressurjo e volto a ser quem era
Olho para o elevado, o impulso é  que me rege... 
Sorriso sempre largo e em mim tanta emoção
Como Fênix, renasço, e sei quem me protege!
Janete Sales Dany
Poema @ registrado e imortalizado 
na Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro
No livro Manto Santo e outras Página 09




Métrica deste Soneto Alexandrino:
Sílabas tônicas que são obrigatórias 
na 6ª e 12ª sílaba
14 versos, 4 estrofes
Dois hemistíquios cada um com 6 sílabas

Nasci com a alma solta, e fugaz como o vento
Nas/ci /com/ a al/ma/ SOL/ta, e/ fu/gaz /co/mo o /VEN/to
Não sonho á noite, eu rezo; e vivo a claridade...
Não/ son/ho á/ noi/te, eu/ RE/zo; e/ vi/vo a /cla/ri/DA/de...
Investigue meu ser, é puro sentimento
In/ves/ti/gue/ meu/SER/, é/ pu/ro/ sen/ti/MEN/to
Tenho um coração terno e imerso na saudade
Ten/ho um/ co/ra/ção/TER/no e i/mer/so /na/ sau/DA/de

Tomo um banho de luz, fujo do mar sangrento
To/mo um/ ban/ho /de/ LUZ/, fu/jo/ do/ mar/ san/GREN/to
Dói lá dentro meu Deus, esqueço a realidade...
Dói/ lá /den/tro /meu/ DEUS/, es/que/ço a/ rea/li/DA/de...
Voo num céu de invenção, só meu neste momento...
Voo/ num/ céu/ de in/ven/ÇÃO/, só/ meu/ nes/te/ mo/MEN/to...
Não durmo á noite, eu rezo; e encaro a tempestade
Não/ dur/mo á/ noi/te, eu/ RE/zo; e en/ca/ro a /tem/pes/TA/de

Calo um grito noturno e afogo na quimera
Ca/lo um/gri/to/ no/TUR/no e a/fo/go/ na/ qui/ME/ra
O segredo se estende e está no coração
O/se/gre/do/se es/TEN/de e es/tá /no/ co/ra/ÇÃO
E de manhã ressurjo e volto a ser quem era
E/de/ man/hã /re/SSUR/jo e /vol/to a/ser/ quem/E/ra

Olho para o elevado, o impulso é  que me rege... 
O/lho/ pa/ra o e/le/VA/do, o im/pul/so é/  que/ me/ RE/ge... 
Sorriso sempre largo e em mim tanta emoção
So/rri/so /sem/pre/ LAR/go e em/ mim/ tan/ta e/mo/ÇÃO
Como Fênix, renasço, e sei quem me protege!

Co/mo/Fê/nix/, re/NAS/ço, e /sei/ quem /me/ pro/TE/ge!

Janete Sales Dany





Em meus Sonetos Alexandrinos 
cometi um erro, uma das regras:
Terminar todos os versos com palavras paroxítonas 
(chamadas de palavras graves por Bilac e Passos).
Em alguns de meus versos, 
não estive atenta a esta regra...Mil perdões.
Deixo esta observação para os leitores 
que buscam modelos de Sonetos Alexandrinos

Janete Sales Dany

E apresento este mesmo soneto
já corrigido Clique na imagem:

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